segunda-feira, 5 de maio de 2014

Sua casa é viva ou morta?


Reflitam...

A pergunta soa estranha, com certeza. E você logo responderá que casa é algo inanimado. A casa é feita de pedras, tijolos, madeira, portanto, não tem vida. Entretanto, casas existem que são mortas. Vocês quando entram numa casa conseguem sentir sua energia? E sente em todos os cômodos a inexistência de vida? Eu sinto. Dentro delas habitam pessoas, famílias inteiras. 
Mas são aquelas casas em que quase tudo é proibido. Tudo tem que estar tão arrumado, ajeitado, sempre, que não se pode sentar no sofá porque se está arriscando sujar o revestimento novo e caro. 

Casas em que o quarto das crianças é impecável. Todos os bichinhos de pelúcia, por ordem de cor e tamanho, repousam nas prateleiras.

Essas casas são frias. Pequenas ou imensas, carecem do calor da descontração, da luz da liberdade e da iluminada possibilidade de dentro delas se respirar, cantar, viver... Por isso mesmo parecem mortas.

As casas vivas já demonstram, desde o jardim, que nelas existe vibração e alegria.

No gramado ou no quintal, a bola quieta, bicicleta meio deitada e brinquedos espalhados em alguns cantos da casa fala da existência de crianças.

Em todos os cômodos se reflete a vida. No sofá, um ursinho de pelúcia denuncia a presença de um pequenino irrequieto que carrega a sua preciosidade por todos os cantos.

Na saleta, livros, cadernos e lápis dizem dos estudos que se repetem durante horas. O dicionário aberto, um marcador de páginas assinalando uma mensagem preciosa falam de pesquisa e leitura atenciosa.

A cozinha exala a mensagem de que ali, a qualquer momento, pode chegar alguém e se servir de um copo d´água, um café, um pedaço de pão.

Os quartos traduzem a presença dos moradores. Cores alegres nas cortinas, janelas abertas para que o sol entre em abundância.

Os travesseiros um pouco desajeitados deixam notar que as crianças os jogam, vez ou outra, umas contra as outras, em alegres brincadeiras.

Enfim, as casas vivas são aquelas em que as pessoas podem viver com liberdade. O que não quer dizer com desordem.

As casas vivas são aquelas nas quais os seus moradores já descobriram que elas foram feitas para morar, mas sobretudo para se viver.

* * *
 Se estabelecemos, em nosso lar, rígidas regras de comportamento para que tudo esteja sempre impecável, como se pessoas ali não vivessem, estamos demonstrando que o mais importante são as coisas, não as pessoas.

Manter o asseio, a ordem é correto. Escravizar-se a detalhes, temer por estragos significa exagerado apego a coisas que, em última análise, somente existem em função das pessoas.

Transforme sua casa, seja ela pequena ou uma mansão, num lugar agradável de se retornar, de se viver, de se conviver com a família, os amigos, os amores. Onde as pessoas se sintam bem de estar!! Receba as pessoas com amor, satisfação, mas não pra agradar o outro e sim por você ter carinho pelas pessoas que chegam...para que quem passe por ela possa dizer: Esta é uma casa viva!!

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